Sobre 3ª edição do Festival Literário Internacional do Interior - FLII Palavras de Fogo - em homenagem às vítimas dos incêndios florestais

A Arte-Via Cooperativa, sediada na Lousã, lança a 3ª edição do Festival Literário Internacional do Interior (FLII) - Palavras de Fogo, em homenagem às vítimas dos fogos florestais, sob a égide do lema “A arte e a cultura como reanimadores de uma região e de um povo”.

Este festival tem como patrono Sua Exª o Senhor Presidente da República.

Os parceiros associados são a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), a Delegação Regional da Cultura do Centro, a Universidade de Coimbra, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), a Rede de Bibliotecas Escolares (RBE), a Fundação Cuidar O Futuro e a Casa-Museu Fernando Namora.

Trata-se de um evento intermunicipal, daí o seu caráter inovador, que decorrerá em 13 concelhos da região afetados pelos fogos, com o objetivo de levar os livros e os escritores aos sítios mais inusitados e imprevisíveis, como fábricas, campos, praias, igrejas, mercados, romarias, locais onde as pessoas trabalham e convivem.

Ou seja, os livros vão ao encontro dos públicos porque também eles têm saudades.

Esta edição é dedicada a Maria de Lourdes Pintasilgo e ao nonagésimo aniversário do seu nascimento, bem como a Fernando Namora e ao centenário do seu nascimento.

Com o tema transversal “Cuidar o Futuro”, pretendemos abordar questões candentes para o devir do mundo, desde logo a emergência ambiental.

Este festival congrega autarquias e instituições dos municípios de Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Penela, Arganil, Tábua, Ansião, Alvaiázere, São Pedro do Sul, Miranda do Corvo (Fundação ADFP), Penacova (Fundação Mário da Cunha Brito), Lousã (Cooperativa Arte-Via), Pedrógão Grande (Santa Casa da Misericórdia) e Pampilhosa da Serra (Associação Cultural e Recreativa de Pescanseco).

As bibliotecas municipais e as redes de bibliotecas escolares são cruciais na organização do FLII - Palavras de Fogo.

A decorrer entre 13 e 17 de junho de 2020, em 13 concelhos dos distritos de Coimbra, Leiria e Viseu, o FLII - Palavras de Fogo, um festival de causas, pretende envolver todos os agentes de desenvolvimento, de todos os municípios participantes e todos os talentos locais, em todas as atividades a realizar em simultâneo: ações de formação, concursos, palestras, workshops, leituras, feiras do livro, espetáculos, multimédia, performances, instalações, exposições, para e com todos os públicos de todas as faixas etárias.

O conceito subjacente a este festival é o de uma realização sinérgica, catalisando os recursos dos municípios e outras instituições integrantes do consórcio, rentabilizando e potenciando o melhor que cada um possui, num esforço conjunto de superar as adversidades. E, em nome da palavra regeneradora, onde houver pessoas haverá livros.

Eles estarão nos sítios mais inesperadas, à mão de quem os quiser ler, os escritores portugueses e estrangeiros irão aos locais mais surpreendentes, os livros e as palavras farão novamente renascer a cor por entre o negrume.

Nesta edição, será lançado o livro vencedor da 1ª edição do Prémio Literário FLII - Palavras de Fogo, patrocinado pela Direção Regional de Cultura do Centro, e durante o mês de junho haverá novamente uma residência literária, cujos convidados percorrerão os concelhos do consórcio.

Para este ano, o festival conta já com a parceria de vários congéneres internacionais: Fraktura (Croácia), FLIPoços (Brasil), Galway Literary Festival (Irlanda), Vilenica International Literary Festival (Eslovénia), Book Worm (China) e Festival de Poesia de Chepén Chepén (Peru), entre outros.

«Ouviremos o protesto donde quer que venha, e no coro das aspirações dissonantes e por vezes antagónicas prestaremos atenção ao silêncio dos que na sociedade permanecem sem voz. A luta que travamos é contra o tempo – empurrá-lo, como diz o poeta, ao encontro das cidades futuras, para que se desenhem caminhos novos para que se não percorram desnecessariamente as vias do desencanto alheio. O lugar onde travamos a luta é aqui e longe. São os nossos problemas reais, concretos do povo que somos, mas são também os problemas do mundo de longe. Porque todo o problema é hoje universal e planetário (…) há que aceitar compartilhar o destino da Humanidade inteira.» Maria de Lourdes Pintasilgo

A direção da Arte-Via Cooperativa